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A característica fundamental desse período de transição
aparece na obra daquele que é considerado o criador do teatro
escrito em língua portuguesa: Gil Vicente ( 1465?-1536? ).
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Sua produção literária apresenta, ao lado do espírito
religioso que caracteriza a 1ª fase medieval, uma novidade: a crítica
à sociedade da época.
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A obra de Gil Vicente
pode ser dividida em duas fases distintas:
-
- 1.
Autos :
Peças de teatro cujo assunto podia ser religioso ou profano,
sério ou cômico, os autos tinham a finalidade de divertir, de
moralizar ou difundir a fé cristã. Os principais autos de Gil
Vicente são:
- ·
Monólogo do
Vaqueiro
- ·
Auto da Alna
- ·
Trilogia das
Bascas ( Auto da Barca da Glória, Auto da Barca do Inferno e
Auto da Barca do Purgatório.)
- ·
Auto da Feira
- ·
Auto da Índia
-
- 2.
Farsas :
Peças cômicas de um só ato, enredo curto e poucos atores.
Em geral, as farsas eram irreverentes, pois criticavam os costumes
da época. Destacam-se como as principais farsas de Gil Vicente:
- ·
Farsa do Velho
da Horta
- ·
Farsa de Inês
Pereira
- ·
Quem tem
Farelos?
- ·
Farsa dos
Almocreves
- ·
Juiz da Beira
-
Nas farsas, Gil Vicente faz uma crítica contundente a todas
as classes sociais de seu tempo, desde a nobreza até o povo,
passando pelo clero. Dessa crítica , que não perdoa nenhum
segmento da pirâmide social, só escapa o camponês, que era o
sustentáculo de todo o resto. Esse tipo de crítica social já
apresenta traços do momento histórico que rompe com a cultura
medieval: o Renascimento.
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Dica procure
ler o Auto da Barca do Inferno e A Farsa de Inês Pereira
( leituras obrigatórias para quem pretende prestar um
concurso ou vestibular. )
Texto: Reinaldo
Dias, Adaptado do livro Língua e Literatura
Autores: Carlos Faraco e Francisco Moura
Editora Ática Vol.1 6. Ed., 1983
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